INSTITUTO DE GESTÃO E HUMANIZAÇÃO (IGH) — Trata-se da organização que vinha fazendo a gestão da rede hospitalar do município (Hospital e Centro Materno Infantil) e, também das cinco Unidades Pronto Atendimento (UPAs): Ressaca; Petrolândia; JK; Vargem das Flores e Sede desde 2018, O contrato, no valor anual de 150 milhões (valor total: r$ 444.981.313,87), tinha prazo de vigência de 36 meses. Quando o atual governo tomou passe, o IGH estava envolvido em denúncias de malversação de verbas públicas (haviam sido 17 aditivos realizados, no valor de r$ 73.393.061,20); a dívida com fornecedores estava estimada em 38 milhões; foram registrados 13 milhões em dívidas de rescição trabalhista sem a devida provisão; atraso no pagamento de servidores além de completa desorganização administrativa e assistencial, sucateamento das estruturas físicas e de equipamentos e escalas médicas incompletas. O quadro de pessoal constava de2.080 servidores contratados e outros1.100 cedidos.
Finalmente, havia recomendações Controladoria-Geral da União (CGU) e da Controladoria Geral do Município pela abertura do processo de desqualificação dos contratos e um clamor generalizado dos servidores para que alguma providência fosse tomada. A
Após insistentes e infrutíferas negociações com o IGH, a decisão do governo foi de retomada do controle direto da gestão mediante uma intervenção por seis meses, anunciada dia 9 de junho de 2021 via o Decreto nº 176/2021. O interventor nomeado foi Eduardo Penna, ex-secretário de Saúde de Contagem. Posteriormente, a gestão do Hospital Municipal, da maternidade e das cinco UPAs foi entregue ao SSA – Serviço Social Autônomo de Contagem, organização paraestatal especialmente criada pela Prefeitura para este fim;